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Ligações do Rhodesian Ridgeback

 a Outra Raça e Sub Raças

 

   

A raça Rhodesian Ridgeback está de uma forma segura interligada a outra raça e a diversas sub-raças, a raça é como todos devem saber a do Thai Ridgeback ou Mha Kon Klab, no entanto existe também no Cambodja uma outra sub-raça de cães com risca, bem assim como numa ilha Vietnamita (antes Tailandesa) a ilha de Phu Quoc.

Também em Timor existe um cão que apresenta uma risca e se assemelha em tamanho e pelagem ao Thai Ridgeback, é o “riscas”, um cão pouco sociável que se encontra nas montanhas e em aldeias do interior, principalmente em Timor Lorosae.

Em Angola também se podem ainda encontrar alguns cães dos Kamussekeles, Macubaios e Ganguelas que são muito semelhantes ao Thai e ao riscas, no entanto, existe uma outra sub-raça com muito mais envergadura que se chama “Baia dos Tigres”.

Tudo isto vem a propósito devido ás diversas correntes de opinião que se geraram sobre a origem, e a mais que provável relação existente entre todos estes cães portadores de uma risca no dorso, e a sua distribuição por outras paragens longínquas.

Desde o principio dos anos 90 que em conjunto com outros criadores estrangeiros sou defensor de que foram os Portugueses quem transportaram os cães com risca para o Extremo Oriente, e não os Holandeses ou Árabes.

   

A defesa da nossa posição baseia-se no seguinte:

 

a)    É sabido que nas naus Portuguesas eram transportados cães pequenos (talvez podengos), que serviam essencialmente para matar ratos nos porões e cavernames onde os humanos não conseguiam entrar, defendendo assim os alimentos ali armazenados.  

b)     Também se sabe que paralelamente aos Boers, também os Portugueses cruzaram os seus cães, principalmente no sul de Angola, com cães muito resistentes ao mosquito e com muito traquejo de mato pertencentes a tribos de Macubaios, Ganguelas e Kamussekeles, todas elas da grande família dos Hottentots.

c)     Por outro lado, também é sabido que nas viagens para Oriente era Moçamedes o ultimo lugar para aguada e abastecimento antes de se cruzar o Indico.

d)    Como parece provado que os cães Europeus não eram muito resistentes em viagens e a doenças em climas quentes, é bem provável que o cão original tenha sido trocado por um outro bem mais resistente e de grande imunidade a doenças, como era o caso do cão dos Macubaios, Ganguelas e Kamussekeles, os quais viviam e vivem na zona de Moçamedes.

e)     Por essa altura, gozavam os Portugueses de grande amizade com os reis do Sião (actual Tailândia), chegando mesmo a estabelecer uma pequena colónia na antiga capital do Reino Ayuntya, temos que nos lembrar que as primeiras peças e armas de fogo introduzidas no Sião foram feitas pelas armerias portuguesas.

f)      Não será pois de espantar, que a irem os tais cães nas naus,  alguns tenham ficado em terras do Sião como também não é de estranhar que a ilha de Phu Quoc que outrora pertencia ao Sião, fosse o lugar de aguadas e abastecimento das nossas naus, como se pode comprovar pelos inúmeros utensílios, mosquetes e sabres, alguns deles inequivocamente de origem Portuguesa encontrados em poder de habitantes locais, maioritariamente pescadores auto suficientes que nunca foram ao Continente.

g)     Por outro lado, como explicar que com milhares de ilhas na zona onde hoje existe a Indonésia, logo na ilha onde os Portugueses estiveram durante séculos é que existe um outro cão com risca.

h)    Não será descabido também que tenha sido a partir do Sião que os cães com risca tenham sido introduzidos no Cambodja, atente-se à enorme fronteira terrestre existente entre os dois países e ao jogo da venda de armamento, ou seja, vende-se armas aos dois contendores.

i)       Ainda hoje existem embora em pequena quantidade, cães muito semelhantes ao Thai Ridgeback no sul de Angola, cães esses que foram cruzados com outros de grande porte trazidos pelos Portugueses e que deram origem ao Baia dos Tigres.

j)       O Baia dos Tigres é um cão selvagem que se alimenta essencialmente de peixe e albatrozes, e que devido à falta de água se adaptou a beber a espuma da rebentação das ondas (que não é salgada). A sua origem remonta a mais de um século aquando da existência de um surto de raiva, à ordem de aniquilamento de todos os cães existentes por parte do governador, responderam alguns audazes proprietários com o embarque furtivo de todos os seus cães para uma península mais a sul, que ora se transformou em ilha, o governador, ao aperceber-se da tramóia manteve o decreto durante cinco anos, inviabilizando assim a recuperação dos cães pelos seus donos. na Baia dos Tigres, a lei do mais forte imperou, formando-se assim uma sub-raça de cães com pelagens diversas em cor e tamanho, mas com um denominador comum em quase 90%, a sua risca, que tal como em todas as outras sub-raças e raça é um factor geneticamente dominante. Estes cães vivem actualmente em matilhas organizadas, são extremamente ferozes e espertos, utilizando na caça autênticas estratégias militares dignas dos maiores generais.

 



 

 
 

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